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Atividade aula 1/Grupo 8: A evolução tecnológica de impressão das primeiras revistas e anúncios femininos

Em meados do século XV, o artesão alemão Johannes Gutenberg desenvolveu uma forma de impressão mais rápida, com peças cúbicas  e madeira, em que uma das suas faces tinham uma letra em relevo, que era pintada e em seguida pressionada sobre um papel. Com essa nova descoberta (denominada “tipografia”), foi possível a impressão de panfletos, futuramente jornais, livros, e que, em 1663, surgisse a primeira revista na Alemanha, a Erbauliche Monaths Unterredungen (primeira revista que se tem registro).




Algumas décadas depois, na Inglaterra, em 1693, surgiu uma primeira publicação voltada para a moda, nomeada “Ladies Mercury”. Trazia em suas páginas dicas de moda, poesias e até moldes.





Nos séculos seguintes, outras publicações voltadas para moda surgiram, como a Lady’s Magazine (1770) e a Godey’s Lady’s Books (1820). 

Em 1796, surgiu a litografia, inventada pelo austríaco Alois Senefelder, que consistia em gravar com tinta gordurosa em uma pedra polida, e então pressionar o papel contra ela usando uma prensa. Mais tarde, a pedra foi substituída por placas metálicas. Depois de alguns anos, surgiu o entintamento automático por meio de rolos que espalhavam a tinta sobre as letras. No entanto, a impressão ainda era extremamente trabalhosa.



Diferentemente dos jornais, as revistas buscavam um público específico e regular. Por isso, foram se tornando um meio de propaganda e comunicação excelente para marcas e lojas, uma vez que atingiam o público de seu interesse. E, assim como outras mídias de comunicação futuras (como rádio e televisão), as revistas foram responsáveis pela criação de um imaginário social e, principalmente, urbano.  Assim, contribuindo para a criação e imposição de padrões estéticos, comportamentais e culturais.



A nível nacional, os primeiros jornais e revistas brasileiras chegaram no Brasil pela vinda da Família Real e a corte portuguesa (1808). A primeira revista que se tem conhecimento é “As variedades ou Ensaios da Literatura” (Salvador 1812), lançada por um jornal da época, o Idade d’Ouro, que se destacou muito na categoria. Abordava temas como costumes, novelas, história antiga e moderna, e autores clássicos. 





Outra revista famosa foi O Patriota (Rio de Janeiro 1813), que  trouxe uma contribuição nas imagens, pois apresentavam mais ilustrações, gravuras e tabelas. Os temas englobavam viagens, botânica, literatura, medicina, matemática, entre outros. 

É importante lembrar que na época as revistas não eram um bem acessível, mas sim um produto caro e voltado para a elite. Não obtiveram destaque imediato pois eram de linha conservadora, muito parecidas com livros e não se preocupavam muito com a vida social, mas sim com aspectos eruditos (e possuíam poucas ilustrações).
Em 1884, Otto Mergenyhaler inventou a linotípia, que possibilitou que cada peça de metal em vez de formar uma única letra, forma-se linhas e frases. Depois, a Estereotipia, que possibilitou a confecção de páginas completas para a impressão. 


Assim, no começo do século 20, os anúncios começaram a ser mais baseados em imagens. O texto ainda desempenhava um papel importante, mas era mais utilizado como um slogan.


Os anos de 1930 a 1949, que apresentavam propagandas mais elaboradas, com ilustrações e textos extensos e, por consequência, ocupavam maior espaço nas revistas.

Com a mídia impressa, a indústria da moda viu nela uma oportunidade para fazer novas propagandas. Quando a revista veio a se tornar algo para o público feminino, as marcas viram que seria uma boa forma de divulgação, como a “Revista da Semana” que surgiu no início do século XX, que apresentava vários artigos como os de moda. Em 1914 a revista “A cigarra” (que circulou de 1914 a 1956) fazia artigos de moda e lifestyle. Usando diversas táticas, os anúncios de moda em mídia impressa se tornaram fortes e muito efetivos pelo público que a revista atingia.





No Brasil, as revistas segmentadas, especializadas em um gênero específico e para um público alvo definido sugiram em 1827, com pioneirismo de O Propagador das Ciências Médicas, especializada em Medicina, e Espelho Diamantino, que foi a primeira revista exclusivamente feminina lançada no Brasil.



Com o crescimento da indústria têxtil no Brasil, na segunda metade do século XX, começaram a aparecer revistas voltadas para a moda como Manequim (1959) e Claudia (1961), visando atingir o público feminino. Depois, esse setor editorial se subdividiu e passou a produzir revistas de eventos, casamentos, buffets, entre outros.





Além de moda, outras áreas do mercado passaram a buscar as revistas. Com o avanço do capitalismo e a necessidade de mostrarem seus produtos para mais públicos, as marcas começavam a introduzir seus produtos em almanaques de venda e colocar em prática, informando o comprador o porquê de sua mercadoria ser melhor que as demais como anúncios de perfume.





Usando de diversas táticas como, que seus produtos não causavam irritações na pele ou até mesmo davam um ar afrodisíaco a quem o usasse, o uso de personalidades femininas, como a de Sarah Bernhardt se tornaram mais comum. 


No final da década de 50 e início de 1960, as revistas se consagraram como bons veículos para a publicidade e propaganda, pois ao acompanhar o crescimento industrial, passaram a ser vistas como boas “vitrines” para as marcas. Segmentadas por uma percepção mercadológica, divide os grupos - inicialmente por gênero e idade, e depois foram se especializando em interesses. Ao longo dos anos, as revistas foram absorvendo muitas das novas tecnologias – como a fotografia, métodos novos de impressão e novos recursos gráficos. Assim, tiveram uma evolução de acordo com o mercado e as novas tecnologias, sempre se adaptando de acordo com seu tempo e espaço.





Depois, o surgimento de impressão off-set e por fim o raio laser, que renovou a imprensa,. Essa última técnica consiste em partículas de tinta que aderem ao papel graças a forças de atração elétrica. Assim, foi inventada a fotocopiadora, que posteriormente foi conectada aos computadores, criando a impressão digital. Atualmente, muitas revistas se adaptaram para o meio digital, e a impressão deixou de ser uma parte essencial para sua divulgação e existência.




Alunos
- Ana Clara Pires de Campos Telles Leal Diniz
- Ana Carolina de Oliveiro Claudio
- João Pedro Porto de Almeida
- Júlio César Matos Pinheiro Carvalho
- Marcos Vieira Granato de Araújo


Bibliografia 

Branding Cities: A Social History of the Urban Lifestyle Magazine – Miriam Greenberg

A HISTÓRIA DAS REVISTAS NO BRASIL: UM OLHAR SOBRE O SEGMENTADO MERCADO EDITORIAL - Íria Catarina Queiróz Baptista e Karen Cristina Kraemer Abreu











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